PORQUE AINDA NÃO HÁ PLANETA B
Todos os anos, o calendário nos oferece datas que nos remetem à reflexão, mas poucas tem impacto tão marcante como o Dia Mundial do Meio Ambiente. Mais que uma simples comemoração, esse dia nos traz a triste lembrança de que nossas ações, por menores que pareçam, tem consequências diretas para o Planeta que habitamos, para nossa casa.
Em seu Artigo 225, a nossa Constituição determina que “todos tem direito ao Meio Ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defende-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
O bilionário Elon Musk, um dos maiores empresários do mundo, tem planos de colonização do planeta Marte nos próximos 10 anos e, para o futuro, dos demais planetas do Sistema Solar.

Isso nos leva a situação de que não há e nem haverá, por um longo tempo, um Planeta B para os terráqueos, para todos nós.
Portanto, repensemos nossos hábitos, nossas ações, nosso modo de vida, pois a Terra não é reciclável e estamos acabando com ela.
De acordo com a ONU, as temperaturas médias globais deverão bater recordes ou se manter próximas dos níveis mais altos registrados até 2030.
De acordo com os dados divulgado na COP26, especialistas afirmam que precisamos reduzir pela metade as nossas emissões nos próximos oito anos.
A crise climática também passa pela geração de resíduos.
A gestão inadequada de resíduos contribui diretamente para essas mudanças, gerando degradações ambientais diversas.
Globalmente, a geração de resíduos contribui com 5% das emissões de GEE, sendo previstas 2,6 bilhões de toneladas de CO2e até 2050 caso não haja intervenções mitigatórias.
No Brasil, esse cenário não é diferente. Cerca de 256 mil toneladas de CO2 são liberadas anualmente em virtude da queima de até 8% dos resíduos gerados (os quais não estão nos dados de resíduos coletados pelos municípios). Além disso, cerca de 25% dos resíduos gerados no Brasil ainda são dispostos em lixões ou terrenos baldios os quais não possuem sistemas de captura do gás metano gerado durante a decomposição dos resíduos. Juntos, os lixões e a queima irregular de resíduos no Brasil são responsáveis pela emissão de cerca de 6 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano, o equivalente ao gerado por 3 milhões de carros movidos a gasolina em circulação (ISLU, 2019).
O Planeta está enviando sinais claros. Ondas de calor extremas, incêndios florestais devastadores, inundações e tempestades nunca vistas antes, derretimento das geleiras nos mostram que as mudanças climáticas extremas deixaram de ser um problema distante, elas já fazem parte da nossa realidade.
Durante anos, o mundo ouviu alertas sobre as mudanças climáticas. Discussões sobre o tema foram realizadas, minutas foram criadas, acordos assinados, prazos definidos e aí eu pergunto: você viu algum resultado prático em tudo isso?
Se viu, me mostre, pois eu nunca vi nada de concreto acontecer, só pioras a cada dia que passa. As ações efetivas ficaram para depois.
Agora, porém, os sinais que a Terra está nos transmitindo se tronaram impossíveis de ignorar.
E eu, só critico ou estou fazendo a minha parte?
Todos os sinais são consequências diretas das nossas atitudes ou, pior, da falta delas. Portanto, somente a reflexão acadêmica sobre isso não é suficiente, precisamos de ação de todos em defesa da Natureza, em defesa da vida!

CHEGA DE REFLEXÃO, DE REUNIÕES INTERMINÁVEIS E IMPRODUTIVAS, JÁ PASSOU DA HORA DE AGIRMOS.
Temos o dever de contribuir de alguma maneira para buscarmos juntos a sustentabilidade e a harmonia entre o desenvolvimento socioeconômico e a conservação da Natureza.
Nossas atitudes, por menor que pareçam ser, podem se tornar grandes, quando estamos trabalhando em conjunto de forma consciente. As reflexões e ações vão desde o quê e quanto consumimos até como descartamos nossos resíduos. Além disso, nosso papel como cidadão de exigir o cumprimento das leis ambientais também deve fazer parte destas ações.
Cabe à nós contribuirmos para a elaboração de estratégias e aplicar soluções, mobilizar a sociedade, o poder público e, também a iniciativa privada em um esforço conjunto para a melhoria da qualidade ambiental de nossa região, lembrando que os bons exemplos, as boas iniciativas se disseminam rapidamente por toda parte.
Mas também as pequenas atitudes em nosso dia a dia podem ajudar fortemente a mudarmos essa situação, como consumir apenas o necessário, sem exageros e desperdícios, incentivar a produção local e de pequenos produtores, reaproveitar e reutilizar materiais que seriam descartados, separar os resíduos e encaminhá-los a reciclagem, economizar recursos naturais, tudo isso é simples, comece hoje mesmo.
O PLANETA TERRA AGRADECE!
“É agora ou nunca. Porque somos um povo e temos só uma Terra. Temos uma só casa. E isso, vale a pena defender!
(Inger Andersen, diretora executiva do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA).



